Operação Petscan combate esquema de lavagem de dinheiro na indústria de rações, em Minas

ração

Uma força-tarefa do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Ordem Econômica e Tributária (Caoet), realiza, na manhã desta quinta-feira (24), a segunda fase da Operação Petscan, que tem o objetivo de combater crimes de sonegação fiscal, e lavagem de dinheiro, praticados por empresas atuantes no segmento de industrialização e distribuição de rações.

A ação conta com o apoio da Polícia Civil e da Secretaria de Estado de Fazenda. São cumpridos quatro mandados de prisão preventiva, e 21 de busca e apreensão em estabelecimentos comerciais e residências nas cidades de Santa Luzia, BH, Governador Valadares, Contagem, Sabará, Lagoa Santa, Itaúna, Muriaé, Juiz de Fora, Itambacuri e Teófilo Otoni.

O principal alvo da operação é uma fabricante da cidade de Santa Luzia, região metropolitana de BH, que foi alvo da primeira fase da operação, em 2016. Na época, foram apreendidos documentos e copiados arquivos eletrônicos, que resultaram em infrações que somam mais cerca de R$ 200 milhões.

As investigações apontaram que, mesmo depois do flagrante, a fabricante investigada continuou negociando mercadorias de forma ilícita e simulando transações comerciais com empresas de fachada, para diminuir o imposto sobre a venda de rações.

Segundo o MP, os investigadores identificaram vendas de mercadorias sem nota fiscal, práticas de subfaturamento e emissão de documentos fiscais com indicação de destinatários diversos dos reais, ocultação de patrimônio, valores e rendas gerados pelos negócios.

Por Sávio Scarabelli