Na manhã desta segunda-feira (23), detentos do Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) de Governador Valadares (MG) receberam a visita de sacerdotes para um momento especial de fé e acolhimento. A ação contou com atendimento de confissões ao longo do dia e a celebração da Santa Missa, proporcionando aos internos a vivência do Sacramento da Reconciliação, especialmente neste tempo da Quaresma.
De acordo com o padre Romério da Silva, a iniciativa reforça o chamado da Igreja à conversão e à misericórdia. “É um tempo em que os fiéis católicos são convidados a se aproximar do Sacramento da Confissão. Viemos ao presídio trazer este sacramento tão importante, desde as primeiras horas da manhã, com o apoio de vários padres, e encerramos com a Santa Missa”, destacou. Segundo ele, a presença da Igreja no ambiente prisional é um sinal concreto de esperança. “A missão é essa: levar Jesus a todos. Mesmo diante de uma sociedade que muitas vezes desacredita na ressocialização, acreditamos no poder de Deus de restaurar vidas”, afirmou.
O diretor da 8ª Região Integrada de Segurança Pública, Cleiton Regis Cardoso, também ressaltou a relevância da assistência religiosa no sistema prisional, sobretudo em um cenário de superlotação. “É extremamente importante que as igrejas estejam presentes nas unidades. Isso contribui diretamente para o cumprimento da lei de execuções penais, no que diz respeito à ressocialização e à reintegração dessas pessoas à sociedade”, pontuou. Ele ainda destacou a parceria com a Igreja Católica: “É uma ação que traz esperança e acolhimento, fundamentais para que o indivíduo privado de liberdade se sinta novamente parte da comunidade”.
A programação incluiu ainda a celebração da Santa Missa, reunindo um grande número de detentos. Para Cremilda, integrante da Pastoral Carcerária, o momento foi de profunda emoção. “Está sendo um dia muito especial. Tivemos um mutirão de confissões pela manhã e agora vemos o pátio cheio para a missa. É a celebração da vida de Jesus com eles, especialmente neste tempo em que nos preparamos para a Páscoa”, relatou.
A ação reforça o papel da fé como instrumento de transformação e evidencia a importância da presença da Igreja junto às pessoas privadas de liberdade, promovendo dignidade, escuta e novos caminhos de recomeço.









