Na manhã desta segunda-feira (20), o Papa Leão XIV realizou uma visita privada ao histório mosteiro de São Bento, a Abadia de Montecassino, na Itália. Em um momento de profunda espiritualidade, o Pontífice dedicou suas orações ao fim das guerras, confiando a São Bento as regiões do mundo atualmente marcadas por conflitos e violência.
A agenda exigiu um deslocamento de pouco mais de uma hora e meia a partir de Castel Gandolfo, residência onde o Santo Padre cumpre seu período de repouso. De acordo com o comunicado oficial emitido pela Sala de Imprensa da Santa Sé, o Papa recolheu-se em oração diante do túmulo do fundador da Ordem dos Beneditinos. Após o momento de intercessão, Leão XIV compartilhou o almoço com os monges da comunidade e, em seguida, retornou aos Castelos Romanos, onde permanecerá até o dia 27 de julho.
Berço histórico e Jubileu
A Abadia de Montecassino ergue-se a 516 metros acima do nível do mar, na província de Frosinone. O complexo, fundado no ano de 529 por São Bento de Núrsia, é reconhecido como o maior mosteiro do mundo em dimensões e o segundo mais antigo da Itália, ficando atrás apenas do mosteiro de Santa Escolástica, em Subiaco.
Atualmente, a congregação vive um clima de expectativa e preparação. A Família Beneditina já deu início à jornada rumo ao Jubileu de 2029, que celebrará os 1500 anos de fundação da abadia. O cronograma comemorativo envolve uma peregrinação pelos chamados “Lugares de Esperança”, refazendo a trajetória do santo padroeiro: as atividades começaram neste ano em Núrsia, sua cidade natal, e seguirão por Roma (2027) e Subiaco (2028). O roteiro culminará no ano jubilar na própria Abadia de Montecassino, cenário histórico onde São Bento redigiu sua célebre Regra e viveu até seus últimos dias.
Uma figura de relevância incontestável para o cristianismo ocidental e para a formação do continente, São Bento (480–547) foi reconhecido como “Pai da Europa” pelo Papa Pio XII em 1947, sendo oficialmente declarado “Patrono da Europa” pelo Papa Paulo VI em 1964.





