A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (06), a Operação Chihuahua para combater o contrabando de migrantes. A ação cumpre 14 mandados de busca e apreensão em Central de Minas (MG).
Segundo a Polícia Federal, as investigações identificaram que o principal suspeito organizava toda a logística das viagens, desde a saída do Brasil, por via aérea, até a entrada irregular nos Estados Unidos. O ingresso em trajeto território norte-americano ocorria pelo México. A associação criminosa é apontada como responsável pelo envio ilegal de mais de 270 brasileiros aos Estados Unidos entre 2021 e 2024.
Ainda conforme a PF, o irmão do suspeito atuava como seu braço-direito. O esquema envolvia ainda outros sete investigados, uma complexa estrutura para realizar o ocultamento patrimonial da organização criminosa. O grupo operava sete empresas responsáveis pela movimentação de alto volume financeiro. Durante o período analisado pela PF, o conglomerado empresarial teria movimentado cerca de R$ 270 milhões, sendo que quase R$ 12 milhões de reais seriam originários do contrabando de migrantes. A PF estima que cada migrante teria pago aos investigados cerca de US$ 20 mil pela promessa de emigração.
A PF informou ainda que realizou análises, após decisões judiciais, com o objetivo de rastrear a movimentação de recursos e identificar possíveis mecanismos de ocultação e dissimulação de valores de origem ilícita. No âmbito das medidas cautelares autorizadas pela Justiça, foi deferida a expedição de mandados de busca e apreensão de veículos vinculados aos investigados, com o objetivo de assegurar a efetividade das medidas de constrição patrimonial determinadas judicialmente. A investigação também apontou o uso de empresas de fachada e mecanismos de lavagem de dinheiro para ocultar e dissimular a origem ilícita dos valores.
Com a deflagração da Operação, as equipes policiais trabalham para efetivar o cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão arrecadatórios de veículos que são objeto de sequestro judicial. A Justiça também autorizou o bloqueio de até R$ 27 milhões vinculados à associação criminosa.





