Com colaboração de Jefferson Rocha, da Itatiaia
Após quase uma semana, a linha férrea da Estrada de Ferro Vitória Minas (EFVM), da Vale, continua interditada, em Resplendor (MG). Devido a interdição, o Trem de Passageiros continua com as viagens suspensas nesta quinta-feira (26) e sexta-feira (27), por questão de segurança.
O protesto é realizado por indígenas Tupiniquim das aldeias Caieiras Velha, Irajá e Pau Brasil da Terra Indígena Tupiniquim, de Aracruz (ES). O grupo cobra reparação pelos danos causados elo rompimento da barragem de Mariana (MG).
Desde o início da paralisação, no último sábado (21), cerca de 11.500 passageiros deixaram de ser transportados entre Belo Horizonte (MG) e Cariacica (ES).
A suspensão das operações também afeta a cadeia logística nacional, de acordo com a empresa. E os impactos são diretos nos segmentos de siderurgia, celulose, grãos, fertilizantes e, principalmente, no abastecimento de combustíveis. Só no leste de Minas Gerais, aproximadamente 1 milhão de litros de diesel deixaram de ser distribuídos no período.
A Vale informou ainda que tem tomado todas as providências para retomar a circulação dos trens de forma segura e o mais breve possível, e que será disponibilizada a remarcação de bilhetes ou o reembolso aos passageiros afetados no prazo de até 30 dias, a contar da solicitação.
Mais informações podem ser solicitadas por meio do canal Alô Vale (0800 285 7000).

Entenda o caso
Segundo texto divulgado por representantes dos indígenas que fazem parte da manifestação, o grupo pede “a abertura de um processo de negociação que respeite os direitos dos povos originários. Para as comunidades, a reparação não pode ser definida sem a participação direta daqueles que foram afetados pelos impactos do crime socioambiental.” Ainda segundo o grupo, cerca de 1.600 indígenas teriam ficado de fora do processo.
O que diz a Samarco
Em nota, a Samarco disse que “em relação aos povos indígenas, comunidades quilombolas e tradicionais, a empresa reafirma seu compromisso com a reparação integral, nos termos estabelecidos no Novo Acordo do Rio Doce.”
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