Pelo terceiro dia seguido, as viagens do Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) estão suspensas. Segundo a Vale, a medida, mantida nesta segunda-feira (23), foi tomada por questões de segurança, devido a uma manifestação, em Resplendor, no Leste de Minas, realizada por indígenas Tupiniquim das aldeias Caieiras Velha, Irajá e Pau Brasil da Terra Indígena Tupiniquim, de Aracruz (ES).
Os manifestantes bloquearam a linha férrea no último sábado (21), em um ato que denuncia ausência de reparação após os 10 anos do rompimento da barragem de Mariana (MG). Segundo os manifestantes, o rompimento da barragem impactou territórios e povos tradicionais. Eles afirmam que o Novo Acordo do Rio Doce não dá segurança aos povos indígenas sobre o Auxílio de Subsistência Emergencial. Ainda segundo os indígenas, o povo Tupinikim foi excluído das decisões que definiram os acordos de compensação.
Em nota, a Vale disse que “tem tomado todas as providências para retomar a circulação dos trens de forma segura e o mais breve possível e que será disponibilizada a remarcação de bilhetes ou o reembolso aos passageiros afetados no prazo de até 30 dias, a contar da solicitação. Mais informações podem ser solicitadas por meio do canal Alô Vale (0800 285 7000).”

Entenda o caso
Segundo texto divulgado por representantes dos indígenas que fazem parte da manifestação, o grupo pede “a abertura de um processo de negociação que respeite os direitos dos povos originários. Para as comunidades, a reparação não pode ser definida sem a participação direta daqueles que foram afetados pelos impactos do crime socioambiental.” Ainda segundo o grupo, cerca de 1.600 indígenas teriam ficado de fora do processo.
O que diz a Samarco
Em nota, a Samarco disse que “em relação aos povos indígenas, comunidades quilombolas e tradicionais, a empresa reafirma seu compromisso com a reparação integral, nos termos estabelecidos no Novo Acordo do Rio Doce.”





