Governador Valadares, no Leste de Minas, voltou a acender o alerta na área da segurança pública. Dados do Atlas da Violência, divulgados nesta semana, apontam que o município liderou o ranking mineiro de homicídios em 2024, com a maior taxa de mortes violentas entre as cidades do estado.
Com população estimada em 266.649 habitantes, Valadares registrou taxa de 45,8 homicídios para cada 100 mil moradores. No total, foram contabilizadas 122 mortes violentas ao longo do ano.
Do total de casos, 117 homicídios apareceram nos registros oficiais. Outros cinco entraram na categoria de “homicídios ocultos” — situações em que assassinatos podem ter sido registrados como acidentes, suicídios ou causas indeterminadas no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), o que pode mascarar os números reais da violência.
Na sequência do ranking estadual aparece Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, com taxa de 42,3 homicídios por 100 mil habitantes. O município somou 146 mortes violentas, sendo 64 oficialmente registradas e 82 classificadas como homicídios ocultos.
Entre as cidades mineiras com maiores índices também figuram Teófilo Otoni, com taxa de 35,8, Betim, com 35,2, e Ubá, que registrou 34,5 homicídios por 100 mil habitantes.
No cenário nacional, o município de Maranguape, no Ceará, apresentou o pior índice do país em 2024: 87,2 mortes violentas para cada 100 mil moradores. A cidade contabilizou 95 homicídios no período. Jequié, na Bahia, aparece em segundo lugar, com taxa de 79,4, seguida por Maracanaú, no Ceará, com 74,1.
Cidades com maior taxa de homicídios em Minas Gerais – 2024
- Governador Valadares – 45,8
- Ribeirão das Neves – 42,3
- Teófilo Otoni – 35,8
- Betim – 35,2
- Ubá – 34,5
Maiores taxas de homicídio no Brasil – 2024
- Maranguape (CE) – 87,2
- Jequié (BA) – 79,4
- Maracanaú (CE) – 74,1
- Itapipoca (CE) – 74,0
- Caucaia (CE) – 72,9





