A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (24), em Governador Valadares (MG), as operações Falsa Promessa e Rasga Mortalha, com o objetivo de aprofundar investigações relacionadas à atuação de grupos criminosos com atuação na promoção de migração ilegal de brasileiros para os Estados Unidos.
Operação Falsa Promessa
Na operação Falsa Promessa, a PF cumpriu três mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva. A investigação apurou, entre outros fatos, o sequestro de um casal de brasileiros na região de fronteira entre o México e os Estados Unidos, em contexto relacionado ao contrabando de migrantes. As vítimas permaneceram privadas de liberdade por mais de 30 dias e foram libertadas após o pagamento de resgate. O investigado preso é apontado como um indivíduo de alta periculosidade, com passagens criminais por uso de arma de fogo em ameaças, violência doméstica, descumprimento de medida judicial protetiva e episódio anterior em que teria ateado fogo na motocicleta da ex-companheira.
Operação Rasga Mortalha
A Polícia Federal informou que a Operação Rasga Mortalha foi deflagrada a partir do aprofundamento das investigações da “Falsa Promessa”, que permitiu identificar dois novos núcleos criminosos dedicados à promoção de migração ilegal. No bojo da “Rasga Mortalha”, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva. Um dos alvos da operação é apontado como responsável por articular diretamente, na região de fronteira, rotas utilizadas para o contrabando de migrantes. Segundo as investigações, o suspeito realizou dezenas de deslocamentos internacionais e possui imóvel no México, circunstâncias que reforçam os indícios de atuação transnacional.
Ao todo, foram identificadas 89 novas pessoas que teriam sido levadas ilegalmente para os Estados Unidos. Há indícios de que os grupos investigados atuavam de forma estruturada, mediante organização de rotas, intermediação de deslocamentos internacionais, apoio logístico no exterior e cobrança de valores de migrantes ou de seus familiares.
Por quais crimes investigados responderão
A Justiça decretou o sequestro de dois imóveis e no bloqueio/arresto judicial de bens e valores que, no total, alcançam cerca de R$ 20 milhões em relação ao grupo criminoso investigado. As medidas patrimoniais atingem quatro investigados e têm o objetivo de resguardar a reparação dos danos, a perda do produto ou proveito do crime e a eficácia econômica de eventual condenação. Os investigados responderão pelos crimes de sequestro ou cárcere privado; promoção de migração ilegal; e organização criminosa, sem prejuízo de outros delitos que ainda venham a ser identificados.
Durante o cumprimento dos mandados judiciais, houve a prisão de duas pessoas e a apreensão de três armas de fogo, 650 munições de calibre .45, 70 munições de calibre 9mm, 10 munições de calibre .38, um veículo, joias, relógios e cerca de 60 mil reais.






