A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (25), a Operação Leste do Espinhaço, em conjunto com a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), do Ministério da Previdência Social, para desarticular associação criminosa voltada a fraudar os cofres da União. O prejuízo provocado teria ultrapassado os R$ 86 milhões aos cofres públicos.
Segundo a polícia, estão sendo cumpridos 25 mandados de prisão preventiva, 33 mandados de busca e apreensão, e 33 mandados de medidas assecuratórias, nas cidades mineiras de Ipatinga, Timóteo, João Monlevade, Ipaba, Belo Oriente, Matozinhos, Ribeirão das Neves, Engenheiro Caldas, Santa Bárbara e São João do Manteninha, além de São Gabriel da Palha, no Espírito Santo. Ao menos duas pessoas foram presas em flagrante por porte ilegal de arma de fogo.
Conforme a Polícia Federal, a operação é resultado de investigações que começaram após a descoberta de 457 benefícios previdenciários fraudados, 240 deles ainda ativos. A polícia disse que as investigações identificaram os integrantes do grupo criminoso, que poderão ser autuados pela prática dos crimes de estelionato qualificado e associação criminosa.
Como o grupo criminoso atuava
A Polícia Federal informou que o grupo criminoso consistia na criação de pessoas fictícias e envolvia a falsificação de certidões de nascimento, documentos de identidade e comprovantes de residência com o objetivo de fraudar o INSS. A maioria das fraudes envolviam benefícios de amparo ao idoso de baixa renda.






