Neste domingo (27), a Igreja celebra o 5º Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, instituído pelo Papa Francisco há cinco anos, em referência ao dia de Santa Ana e São Joaquim, avós de Jesus. A data é uma oportunidade de valorizar a presença e o testemunho da terceira idade na vida da Igreja e da sociedade.
Na mensagem deste ano, divulgada na quinta-feira (10), o Papa Leão XIV destacou o papel dos idosos como testemunhas da esperança e protagonistas de uma revolução da gratidão. Com o tema “Bem-aventurado aquele que não perdeu a esperança”, o texto está em sintonia com o Ano Jubilar vivido pela Igreja em 2025.
O Pontífice citou figuras bíblicas como Abraão, Sara, Moisés e Jacó para ilustrar que, mesmo na velhice, Deus continua a confiar aos mais velhos missões importantes na história da salvação. Para ele, a vida da Igreja só se compreende na sucessão entre as gerações: “Se é verdade que a fragilidade dos idosos precisa do vigor dos jovens, é igualmente verdade que a inexperiência dos jovens precisa do testemunho dos idosos para projetar o futuro com sabedoria”, afirmou.
Leão XIV também fez um forte apelo contra a cultura do descarte, pedindo que comunidades cristãs se tornem espaços de acolhimento e esperança, especialmente para aqueles que vivem sozinhos e se sentem esquecidos. Segundo o Papa, o Jubileu é um tempo propício para promover a libertação da solidão e do abandono que afetam tantos idosos no mundo atual.
Por fim, o Papa incentivou gestos concretos, como visitas aos idosos, lembrando que esse é um modo de encontrar o próprio Cristo. “Mesmo na fragilidade física, os mais velhos continuam capazes de amar, rezar e ser luz para os outros”, concluiu.





