O mercado de trabalho em Minas Gerais registrou o menor índice de desemprego de sua série histórica, iniciada em 2012. No quarto trimestre de 2025, a taxa de desocupação no estado recuou para 3,8%. Os dados constam no Boletim do Mercado de Trabalho Mineiro, lançado pela Fundação João Pinheiro (FJP) e pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese-MG).
De acordo com a análise do Observatório do Trabalho (OTMG), o índice atual coloca o estado em um patamar que a literatura econômica classifica como próximo à “taxa natural” de desemprego — quando a desocupação decorre basicamente da transição de profissionais entre uma vaga e outra, e não pela escassez de postos de trabalho. O estudo compila dados da Pnad Contínua, do IBGE, e do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego.
Expansão do emprego formal em 2026
Os indicadores do primeiro trimestre de 2026 apontam que o ritmo de contratações com carteira assinada permanece em ascensão. Em março deste ano, Minas Gerais atingiu o recorde de 5,06 milhões de vínculos formais ativos.
No acumulado dos últimos 12 meses, o estado registrou um saldo positivo de cerca de 72 mil novos postos de trabalho, resultado de 2,797 milhões de admissões frente a 2,724 milhões de desligamentos. Apenas nos três primeiros meses de 2026, o saldo gerado já alcança 70,6 mil vagas formais.
Ao contabilizar tanto o mercado formal quanto o informal, Minas Gerais somava 10,8 milhões de pessoas ocupadas no fim do ano passado. O montante representa um crescimento de 6,5% na comparação com o ano de 2019, período anterior à pandemia de covid-19, o que significa um acréscimo de 658 mil trabalhadores inseridos no mercado de trabalho mineiro.
Comércio e Serviços lideram ocupações
O setor de comércio consolida-se como o maior empregador individual do estado. No quarto trimestre do ano passado, o segmento concentrava 1,96 milhão de trabalhadores, respondendo por 18% do total de pessoas ocupadas em Minas Gerais. Entre os anos de 2022 e 2025, o comércio foi responsável pela abertura de 79 mil postos de trabalho.
O boletim também destaca o desempenho de subsetores da área de serviços, como transporte e armazenagem, alojamento e alimentação, informação e comunicação, atividades financeiras e imobiliárias, além da administração pública. Juntos, o comércio e estes segmentos de serviços concentram atualmente cerca de dois terços de todas as ocupações do território mineiro.





