Governador Valadares (MG) recebe até o dia 8 de outubro a exposição “De Passarinhos”, idealizada pelo artista plástico mineiro Antônio Torres. A mostra reúne 170 desenhos autorais de aves catalogadas pelo Instituto Terra e conta com programação gratuita que inclui oficinas educativas e apresentações literárias.
A exposição é inspirada no poema homônimo de Manoel de Barros, presente na obra Compêndio para uso dos pássaros. No texto, o poeta lista as condições necessárias para que os passarinhos possam existir — rios, árvores, frutas, brejos, insetos — ressaltando, de forma lírica, a interdependência entre fauna e flora.
A exposição “De Passarinhos”, em Governador Valadares, tem o intuito de estabelecer um diálogo direto com o contexto local. “A escolha do local não se dá apenas pelo fato de o artista residir na cidade, mas pelo compromisso em dialogar com a paisagem do Vale do Rio Doce, onde a riqueza natural, a memória histórica e os desafios ambientais se entrelaçam”, explica a curadora Isabella Torres.
O projeto “De Passarinhos”, aprovado pela Lei Aldir Blanc (Edital Nº 06/02024) amplia o debate sobre a conservação da biodiversidade e a recuperação de ecossistemas degradados, promovendo o acesso à arte e estimulando uma reflexão sobre a relação humana com o meio ambiente.
Como conferir a exposição
A mostra pode ser conferida de terça a domingo, entre 14h e 20h, na Casa Arte Lamparina, que fica na Rua Inglaterra, nº 257, bairro Grã Duquesa. A entrada é gratuita.
A Casa de Arte Lamparina, nasce como um espaço cultural dedicado às artes visuais e às práticas artísticas em Governador Valadares. O lugar, morada do artista Antônio Torres há alguns anos, torna-se um espaço comunitário que propõe ampliar o acesso à arte, incentivar a produção local e oferecer aos seus visitantes um ambiente de encontro e contemplação.
Sobre o artista
Antônio Torres, nascido em Mutum (MG) em 1962, é artista plástico com mais de 40 anos de trajetória. Seu interesse pela arte começou ainda na infância, incentivado por sua professora Dona Salvina.
Na adolescência, foi convidado pelo mestre Inimá de Paula, um dos grandes nomes da arte moderna brasileira, para viver e aprender em seu ateliê, em Belo Horizonte, onde aprimorou técnicas de pintura, desenho e composição. Na busca por uma identidade artística, Antônio desenvolveu uma técnica exclusiva de colagem. Suas obras transitam por diferentes linguagens e processos criativos, como óleo sobre tela, lápis aquarelado e colagem, sempre marcadas pela forte relação com a natureza e pelas cores. Antônio já realizou exposições em instituições reconhecidas como o Museu Inimá de Paula (BH) e a Assembleia Legislativa de Minas Gerais, além de exibições em universidades (Universidade Federal de Viçosa e Universidade Vale do Rio Doce).





