O número de católicos no mundo voltou a crescer. Dados do Anuário Pontifício 2026 e do Annuarium Statisticum Ecclesiae 2024 indicam que a Igreja Católica chegou a mais de 1,422 bilhão de fiéis em 2024, um aumento de cerca de 16 milhões em relação ao ano anterior. Apesar do crescimento, a participação global se mantém estável, em torno de 17,8% da população mundial.
A América segue como o continente com maior concentração de católicos, reunindo quase metade dos fiéis. No Brasil, porém, o cenário aponta mudanças. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, com base no Censo 2022, mostram que 56,7% da população se declara católica — uma queda em relação a 2010, ainda que em ritmo menor que na década anterior. Também cresce o número de pessoas sem religião, indicando um ambiente religioso mais plural.
Segundo análise do Instituto Nacional de Pastoral Padre Alberto Antoniazzi, o Brasil deixa de ser hegemonicamente católico e passa a viver uma realidade marcada pela diversidade e pela escolha pessoal da fé. O desafio, segundo o estudo, é anunciar o Evangelho em um contexto onde crer já não significa necessariamente pertencer a uma instituição.
Esse novo cenário orientou a construção das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, elaboradas pelos bispos durante a assembleia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. O documento propõe uma Igreja mais missionária, aberta e próxima das pessoas, reforçando o testemunho, a vida em comunidade e o encontro pessoal com Jesus Cristo como caminhos para a transmissão da fé.
As novas diretrizes, que devem ser publicadas nas próximas semanas, buscam responder aos desafios atuais e manter viva a missão da Igreja de anunciar, santificar e testemunhar o Evangelho em um mundo cada vez mais diverso.





