Por Sávio Scarabelli
Usuários do Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas devem ficar atentos. As viagens do trem estão suspensas nos dois sentidos nesta segunda-feira (02), após uma manifestação na linha férrea, realizada nesse domingo (01), em Resplendor (MG). Moradores da cidade protestavam contra a retomada da captação de água do Rio Doce para o abastecimento das cidades Resplendor e de Itueta (MG).
A Vale, por meio de nota, disse que devido a manifestação, o trem que seguia para o Espírito Santo ficou parado na ferrovia durante horas. Os passageiros foram transferidos para ônibus que os levaram aos seus respectivos destinos. Ainda segundo a companhia, a ferrovia passará por manutenção ao longo do dia, no trecho afetado pela manifestação, o que motivou a suspensão da circulação do trem nesta data.
Ainda segundo a Vale, os passageiros podem remarcar o bilhete ou solicitar reembolso no prazo de até 30 dias. As solicitações podem ser feitas pelo Alô Vale, pelo número 0800 285 7000.
Sobre o protesto dos moradores
Moradores de Itueta e Resplendor não aceitam a retomada do abastecimento de água para as cidades a partir do Rio Doce. Desde o rompimento da barragem de Mariana (MG), em 2015, os municípios tem recebido um abastecimento emergencial via caminhões-pipa. A volta da captação no Rio Doce foi informado por meio de um ofício.
Segundo os manifestantes, não houve divulgação dos detalhes das análises técnicas realizadas e nem diálogo com as comunidades. Os manifestantes pedem ainda auditorias independentes e participação popular nas decisões relacionadas a água consumida.
Copasa e Samarco se manifestam
Em nota, a Copasa disse que foi notificada pela Samarco sobre o fim do abastecimento emergencial e que vai retomar a captação da água do Rio Doce entre esta segunda-feira (02) e o próximo dia 10 de fevereiro. A companhia ressaltou ainda que a água será rigorosamente tratada e que as análises das estações de tratamento em Resplendor e Itueta serão divulgadas.
A Samarco também se manifestou por meio de nota. A empresa disse que a água, após tratamento convencional, está dentro dos padrões estabelecidos pela legislação brasileira. A empresa disse ainda que foram feitos testes de tratabilidade conforme o novo acordo do Rio Doce. A Samarco disse ainda que todas as análises foram validadas por auditoria independente.





