Nesta quarta-feira (17), ao final da Catequese, na Praça de São Pedro, Papa Leão XIV fez um apelo forte e emocional em favor do povo palestino em Gaza, que continua a viver sob condições extremamente difíceis e em constante medo devido ao conflito prolongado. O Pontífice expressou sua “profunda proximidade ao povo palestino”, destacando a situação desesperadora na qual milhares de civis se encontram, forçados a abandonar suas terras repetidamente, enquanto buscam apenas sobreviver em meio a um cenário de guerra. As palavras do Papa foram recebidas com aplausos emocionados na Praça de São Pedro, refletindo a solidariedade dos fiéis com a causa palestina.
Expresso a minha profunda proximidade ao povo palestino em Gaza, que continua a viver no medo e a sobreviver em condições inaceitáveis, obrigado pela força a deslocar-se — mais uma vez — das próprias terras. Diante do Senhor Todo-Poderoso, que ordenou “Não matarás”, e à luz de toda a história humana, cada pessoa tem sempre uma dignidade inviolável, a ser respeitada e protegida.
O Pontífice renovou seu apelo por um cessar-fogo imediato e a libertação dos reféns, além de exigir uma solução diplomática negociada para o conflito. “Convido todos a se unirem à minha oração, para que em breve possa despontar um amanhecer de paz e justiça”, disse, em uma mensagem clara de esperança e clamor pela paz.
O apelo por um cessar-fogo e pela busca de uma resolução pacífica ocorre em um momento crítico, com os índices de violência escalando na região. O conflito, que já gerou milhares de mortes e feridos, agora envolve a presença de forças militares israelenses que avançaram para o centro da cidade de Gaza, utilizando aviões, drones e mísseis. De acordo com relatos, a operação israelense já matou mais de 100 pessoas e forçou mais de 370 mil palestinos a fugir de suas casas.
O Papa também reafirmou sua preocupação com a situação de desespero vivida pela população civil. Em uma comunicação recente, o Pontífice entrou em contato com o pároco de Gaza, Padre Gabriel, para manifestar sua solidariedade e preocupações com os cristãos e outros habitantes da região. “Muitos não têm para onde ir e isso é preocupante”, comentou o Papa, destacando o esforço da Igreja local para permanecer firme, mesmo diante das adversidades.





