Neste domingo (14), data da Festa da Exaltação da Santa Cruz, o Papa Leão XIV presidiu, na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, em Roma, uma celebração em memória dos novos mártires e testemunhas da fé do século XXI. A cerimônia contou com a participação de representantes das Igrejas Ortodoxas, das Antigas Igrejas Orientais, das Comunhões cristãs e das Organizações ecumênicas que aceitaram o convite do Pontífice.
Durante a homilia, o Papa destacou a coragem daqueles que, por sua fé, enfrentam perseguição e até a morte. “Muitos irmãos e irmãs, ainda hoje, carregam a mesma cruz do Senhor: como Ele, são perseguidos, condenados, mortos. São homens e mulheres, religiosos e leigos, que pagam com a vida a fidelidade ao Evangelho e o compromisso com a justiça”, afirmou.
O Pontífice ressaltou a “esperança desarmada” dos mártires, que permanecem como testemunho da vitória do bem sobre o mal, mesmo após o martírio. Entre os exemplos citados, Leão XIV lembrou o Padre Ragheed Ganni, o Irmão Francis Tofi e a Irmã Dorothy Stang, morta no Pará em 2005 enquanto lutava pelos direitos dos pequenos agricultores e contra o desmatamento na Amazônia. Ao ser questionada por seus assassinos, Dorothy mostrou a Bíblia como sua única arma.
O Papa enfatizou a importância de preservar a memória desses testemunhos de fé e destacou o trabalho da Comissão para os Novos Mártires, instituída pelo Papa Francisco em 2023, que já reconheceu mais de 1.600 mártires do século XXI. Leão XIV encerrou convidando todos a se inspirarem na coragem desses mártires, lembrando o exemplo do pequeno Abish Masih, criança paquistanesa que sonhava em “tornar o mundo um lugar melhor”.





