Durante a Audiência Geral desta quarta-feira (18), na Praça São Pedro, o Papa Leão XIV refletiu sobre a cura do paralítico de 38 anos, narrada no Evangelho de João (5,1-9). A cena se passa na piscina de Betesda, em Jerusalém, local onde os doentes esperavam por um milagre.
O Pontífice destacou que a paralisia representa situações de bloqueio, resignação e falta de esperança na vida. Ao questionar o paralítico — “Queres ficar são?” — Jesus convida todos a assumirem a responsabilidade por suas vidas, a não se deixarem vencer pelo desânimo e a retomarem o caminho com fé.
“Por vezes, é mais fácil colocar a culpa nos outros do que decidir o que fazer com a própria vida”, afirmou o Papa. Ele reforçou que Cristo é o único necessário e que, com Ele, é possível superar o imobilismo e recomeçar.
Ao final da catequese, Leão XIV incentivou os fiéis a pedirem a graça de identificar onde suas vidas estão paradas e a coragem de recomeçar com confiança no Coração misericordioso de Jesus.
“Não devemos nos acostumar com a guerra”
Ao final da Audiência Geral desta quarta-feira (18), na Praça São Pedro, o Papa Leão XIV fez um forte apelo pela paz, demonstrando preocupação com os conflitos que persistem na Ucrânia, no Irã, em Israel e na Faixa de Gaza.
“O coração da Igreja está dilacerado pelos gritos que se elevam dos lugares de guerra”, declarou o Pontífice, ressaltando que jamais devemos nos acostumar com a guerra. Ele alertou para o perigo do fascínio por armas poderosas e científicas, que aumentam a brutalidade dos confrontos modernos.
Citando o Papa Francisco, Leão XIV afirmou: “A guerra é sempre uma derrota!” E reforçou com as palavras de Pio XII: “Nada se perde com a paz. Tudo pode ser perdido com a guerra.”
Durante a saudação aos fiéis de língua portuguesa, o Papa lembrou a Solenidade de Corpus Christi, celebrada nesta quinta-feira (19), e convidou todos a aprofundarem a fé na Eucaristia e a colaborarem ativamente com a graça de Deus, que nos cura de todas as enfermidades, físicas e espirituais.





