Na manhã desta sexta-feira, 20 de junho, o Papa Leão XIV autorizou a promulgação do decreto que reconhece as virtudes heroicas do Diácono João Luiz Pozzobon, da Arquidiocese de Santa Maria (RS). Com isso, o fundador da Campanha da Mãe Peregrina de Schoenstatt passa a ser oficialmente considerado “Venerável” pela Igreja Católica.
O reconhecimento é um passo importante no processo de beatificação e canonização do diácono, que dedicou 35 anos de sua vida à evangelização, especialmente por meio da peregrinação com a imagem da Mãe Rainha de Schoenstatt por comunidades do Rio Grande do Sul. João Pozzobon percorreu cerca de 140 mil quilômetros a pé, levando fé, oração e auxílio às famílias, além de ter criado projetos sociais e moradias para pessoas em situação de vulnerabilidade.
Enquanto o Vaticano analisa um possível milagre atribuído à sua intercessão, a Arquidiocese de Santa Maria e fiéis ao redor do mundo se preparam para celebrar os 40 anos de sua morte, no próximo dia 27 de junho.
A origem da Campanha da Mãe Peregrina
A Campanha da Mãe Peregrina nasceu em 1950, quando João Luiz Pozzobon recebeu das irmãs de Schoenstatt uma imagem de Nossa Senhora para visitar famílias em preparação ao dogma da Assunção de Maria. Encerrada a missão inicial, ele pediu para continuar com a imagem e iniciou, por conta própria, um intenso trabalho de evangelização.
Com a imagem no ombro, passou a visitar famílias diariamente, rezando o terço, incentivando a participação nos sacramentos e levando consolo espiritual. Aos poucos, sua missão se expandiu para escolas, hospitais, presídios e comunidades rurais, percorrendo cerca de 140 mil quilômetros a pé ao longo de 35 anos.
Inspirado pela espiritualidade de Schoenstatt, Pozzobon criou réplicas da imagem para que circulassem entre famílias, consolidando o modelo da Campanha da Mãe Peregrina, hoje presente em quase 100 países. Com profundo zelo pastoral, sempre buscava o apoio da Igreja local, entregando relatórios anuais ao pároco e ao bispo.
Seu trabalho social também foi marcante. Fundou a Vila Nobre da Caridade, com moradias gratuitas, capelas e centros comunitários para famílias em situação de vulnerabilidade. Além disso, estabeleceu dezenas de ermidas na zona rural, formando pequenas comunidades de fé.





