A Polícia Militar e a Polícia Federal divulgaram nesta sexta-feira (22) os resultados da Operação Fotini. Ao todo, 16 pessoas foram presas entre a quinta (21) e a sexta-feira (22), sendo 14 delas em Governador Valadares. As outras duas prisões aconteceram nos estados de Pernambuco e do Espírito Santo.
Os alvos da operação eram foragidos da Justiça, em sua maioria reincidentes, já condenados ou com processos em trâmite por crimes como furtos, roubos, tráfico de drogas e abuso sexual. As autoridades destacaram que as prisões não têm conexão entre si e que a ação é de caráter preventivo e permanente, em cumprimento de mandados de prisão.
Trabalho integrado e queda na criminalidade
A operação reuniu um efetivo de 80 policiais militares e contou com a integração entre a Polícia Militar e a Polícia Federal. Para o Major Júlio César, da Polícia Militar, o sucesso da ação está diretamente ligado ao trabalho proativo das forças de segurança — e reflete uma tendência positiva no município.
“Em relação à criminalidade na cidade de Governador Valadares, sobretudo a criminalidade violenta, as mortes violentas, nós estamos com uma redução significativa em relação ao ano anterior, até o presente período. E a gente reputa essa redução expressiva na criminalidade justamente à polícia tentando dar um passo à frente da criminalidade. Nós estamos buscando trabalhar preventivamente, estar à frente das organizações criminosas, para que a gente possa conseguir cumprir a missão de prevenção e repressão à criminalidade. Então é esse tipo de operação, uma operação proativa, que busca tirar do seio da sociedade elementos que estão foragidos, que estão cometendo crimes ainda, e que necessitam cumprir sua pena”, disse o Major Júlio César.
Inteligência compartilhada como chave da operação
O coordenador regional de capturas da Polícia Federal, Danillo Salas, destacou que a troca de informações entre as instituições foi determinante para o êxito da operação — e que esse trabalho conjunto permite identificar e localizar foragidos de forma que eles sejam surpreendidos.
“Quando a gente cria um centro de inteligência durante a operação, conversa com a área operacional, conversa entre as inteligências, convive no mesmo campo de território, nós conseguimos iluminar coisas que muitas vezes cada instituição não está conseguindo ver. O mais importante é quando nos reunimos juntos — tanto a Polícia Militar quanto a Polícia Federal — e conseguimos produzir o conhecimento e a inteligência necessária para que esses foragidos não tenham capacidade de promover algum tipo de reação. Ele é preso de maneira que ele não entende até mesmo como foi preso”, afirmou Danilo Salas.
Perfis dos foragidos
Danillo Salas também explicou que os foragidos são classificados em níveis, de acordo com o grau de periculosidade e o comportamento após a fuga.
“Nós temos bandidos com níveis de foragidos. São condenados, muitas vezes processados pela Justiça. Temos o nível um, que são faccionados, aqueles que continuam na prática criminosa. E o nível dois, que são aqueles que querem desaparecer e ter vida nova, inclusive utilizando documentos falsos”, explicou o coordenador.
Entre os casos mais graves da operação, Sallas revelou que estupradores de crianças viviam livremente em Governador Valadares há anos, trabalhando e convivendo com menores sem despertar suspeitas.
“Estupradores de menores estavam trabalhando na sociedade de Governador Valadares de maneira tranquila, há quase oito anos foragidos, com 15 anos de prisão, e estavam convivendo inclusive com crianças nos locais em que trabalham”, disse Sallas.
Bairros onde ocorreram as diligências
Em Governador Valadares, as prisões aconteceram nos bairros Sir, Santa Helena, Santa Rita, Vila Bretas, Vila Rica, São Paulo e Turmalina, além da zona rural do município.





