A historiadora e professora Érika Benigna conquistou reconhecimento nacional com uma pesquisa que analisa as relações entre raça e gênero na educação básica. A dissertação, defendida no mestrado em Gestão Integrada do Território (GIT), foi premiada com o segundo lugar no Prêmio Nacional de Teses, Dissertações e TCCs do Grupo Editorial Diálogo Freiriano (GEDF) e será publicada integralmente em formato de livro. O trabalho foi desenvolvido na Universidade Vale do Rio Doce (UNIVALE).
Intitulada “Estou cansada, muito cansada: opressões interseccionais de raça e gênero vivenciadas por adolescentes negras, estudantes da educação básica”, a pesquisa investiga, a partir de oficinas temáticas, as experiências de adolescentes negras em diferentes territórios. O estudo evidencia práticas de racismo institucional, estrutural e recreativo, além de discutir o colorismo e outros mecanismos que contribuem para a perpetuação das desigualdades raciais e de gênero.
O prêmio reuniu cerca de 2 mil inscrições em todas as categorias, incluindo 329 dissertações de mestrado. Ao anunciar o resultado, o editor-chefe do GEDF, professor Ivanio Dickmann, destacou a relevância do tema e a consistência da pesquisa, ressaltando a importância de sua publicação em formato de livro.
Antes do reconhecimento nacional, trechos da dissertação já haviam sido selecionados para publicação como capítulos de livros, na coletânea “Encruzilhadas culturais”, e o trabalho também foi apresentado em eventos científicos, como o festival “Bela, Cientista e do Bar”, promovido pela Universidade Federal de Juiz de Fora.
A premiação reforça a relevância da trajetória acadêmica da pesquisadora e evidencia a contribuição da UNIVALE para o debate sobre educação, direitos humanos, raça e gênero no cenário acadêmico brasileiro.





