Foi concluído nessa quarta-feira (15) o inquérito policial relacionado à Operação Senhores da Guerra, conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), que resultou na desarticulação de uma organização criminosa armada atuante na região de Governador Valadares (MG). Conforme a FICCO, o grupo era responsável por abastecer facções locais com armas de fogo, munições e coletes balísticos.
Ao todo, 26 suspeitos foram indiciados por diversos crimes, entre eles: participação em organização criminosa armada, comércio ilegal de armas de fogo, lavagem de dinheiro e peculato. As investigações tiveram início a partir da análise de materiais apreendidos durante a Operação Muro de Ferro, deflagrada em fevereiro de 2025.
A FICCO/MG é coordenada pela Polícia Federal e conta com a participação das polícias Civil (PCMG), Militar (PMMG) e Penal (PPMG).
Operação Senhores da Guerra
Deflagrada em agosto deste ano, a operação teve o objetivo de combater uma organização criminosa ativa em Governador Valadares, responsável por abastecer gangues rivais com armas, munições e coletes balísticos.
Segundo a FICCO/MG, a operação teve como alvo 38 suspeitos, com cumprimento de 43 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo. A decisão judicial autorizou a apreensão de mais de 40 armas registradas, que serão submetidas a processo de cassação dos respectivos registros. Além disso, foram expedidos dois mandados de prisão preventiva e seis de prisão temporária.
Operação Muro de Ferro
A Operação Muro de Ferro, teve o objetivo de desarticular uma organização criminosa envolvida no tráfico de drogas e na venda irregular de armas de fogo e munições. Ela foi deflagrada em fevereiro de 2025.
Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária em Governador Valadares (MG). As ordens judiciais foram expedidas pelo juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca da cidade.
Segundo a FICCO, as investigações apontaram que o grupo criminoso comercializava drogas ilícitas e promovia violência armada para disputar territórios. O arsenal utilizado pelos criminosos era adquirido de forma clandestina por meio de um comerciante de peças de veículos, que possuía duas armas de fogo registradas legalmente.
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